quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dupla dinâmica – Por: Jaqueline Ap. dos S. Jesus

Numa sexta-feira muito louca, na casa de minha tia, eu e meu primo estávamos caçando uma lagartixa loucamente. Começamos a imaginar uma selva no quintal. Era um dia chuvoso e ao mesmo tempo ensolarado, uma confusão no céu, plantas de jardinagem viravam matagais e a caça não parava por aí, foi até as 20h 15min.
Até que repentinamente, minha mãe nos chamou para comer. Nós fomos, mas sem esquecer a lagartixa. Quando voltamos à caça, lá estava ela. Antes de pegá-la, armamos um plano para pegá-la de surpresa, um na frente e o outro atrás. Finalmente conseguimos, pegamos uma caixa e com uma caneta a enchemos de furinhos, colocamos a lagartixa dentro da caixa com umas formigas.
No dia seguinte, uma coisa intrigante aconteceu, ela não estava mais lá. Meu primo a nomeou de "fugitiva de araque".

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Primeiro pedaço de bolo – Por: Bianca Kawane O. da Silva

No dia 09/07/2000, tive meu aniversário de quatro anos. Foi aquela festança, todos alegres com aminha festa e do meu irmão com a fantasia dos Bananas de Pijamas.
Meu pai não estava presente, porque estava divorciado da minha mãe, mas isso é outra história. Na hora de cantar os "parabéns", cantaram primeiro para meu irmão. Quando cantaram para mim, recusei bater palmas, tudo isso porque eu tinha medo de escuro e de fogo.
Meu irmão deu o primeiro pedaço de bolo para meu tio. Eu estava irritada com aquilo tudo, não disse nada à minha mãe quando perguntou para quem seria o primeiro pedaço de bolo, ela pediu, tentou de novo e eu não respondia. Na terceira vez, ela tirou a chupeta da minha boca e perguntou com o bolo na mão: "de quem vai ser o primeiro pedaço de bolo?". Sem responder, mordi o bolo na mão dela. Assim fiquei com o primeiro pedaço do meu bolo.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A fonoaudióloga – Por: Karusca S. Costa

Quando eu tinha mais ou menos seis, sete anos, tinha um problema na fala que me atrapalhava bastante. Eu trocava a letra V pela letra Z, e a letra F pela letra S. em vez de falar "vaca" eu falava "zaca", e em vez de falar "faca" eu falava "saca".
Por mais que tentasse eu não conseguia falar direito, todos achavam engraçado o jeito que eu falava.
Fui fazer fonoaudiologia, o nome da fonoaudióloga era Cláudia, parecia ser bem brava, eu achava que fazer fonoaudiologia seria chato e com ela pioraria um pouco mais. A sala era escura, com um daqueles relógios de areia no canto, uma estante cheia de livros, todo esse cenário me amedrontava.
Depois de um tempo comecei a achá-la legal. Lá na clínica havia uma sala de jogos, eu sempre jogava com ela, na época aquilo era tudo de bom. Passou um tempo, ela engravidou, foi embora e eu passei a falar corretamente.

A Fada dos dentes – Por: Islaine

Há mais ou menos sete anos, quando eu ainda tinha cinco anos, estava naquela fase que os dentes começam a cair. Um dos primeiros caiu em casa, quando eu estava comendo maçã, fiquei triste e desesperada, gritei com a boca meio dormente:
- Mãe, a minha boca está sangrando, meu dente caiu e agora?
Minha mãe, despreocupada respondeu que não precisava de todo aquele escândalo só por causa de um dente. Questionei à mamãe, como é que eu iria comer maçã, será que eu teria que usar dentes falsos igual à vó Luciana?
Minha mãe explicou que demoraria muito ainda para eu usar dentes falsos, os meus dentes estavam caindo para nascerem outros mais fortes. Entendi tudo o que mamãe explicou, mesmo assim fiquei triste a pensar para onde iriam os meus dentes que caíam. Será que iriam para a fábrica de dentes falsos? Perguntei isso à minha mãe, que me disse direitinho o que fazer.
Quando eu fosse dormir, deveria pegar o dente caído e colocar embaixo do travesseiro. Quando eu estivesse dormindo, viria uma fada muito bonita pegar o meu dente e deixaria um prêmio no lugar, mas para isso eu deveria me comportar bem.
Naquela noite fiquei acordada até muito tarde com o dente embaixo do travesseiro esperando a tal fada. Peguei no sono e no outro dia, ao acordar, olhei embaixo do travesseiro, não achei o dente, mas encontrei uma bonequinha linda, que passei a chamar de Fada Lili. Tenho Lili e suas irmãs até hoje.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O Portão – Por: Michelly dos Santos


Aos meus quatro anos, aconteceu uma coisa que eu nunca vou esquecer. Minha mãe foi ao centro de Curitiba junto com meu pai e me deixou na casa da minha tia.
Eu e meu primo estávamos brincando no quintal com os cachorros, minha tia estava assistindo novela com minha tia e meu tio; como de costume, eu e meu primo ficávamos nos pendurando no portão. Quando era mais ou menos 15hs, meu primo saiu para beber água, eu me desequilibrei e caí. O portão caiu em cima de mim.
Apavorada, saí gritando, minha tia saiu para ver o que havia acontecido, minha cabeça estava sangrando. Ela ficou apavorada e ligou para minha mãe. Elas encontraram-se no hospital, meu tio levou-me de carro, o médico me atendeu e eu levei três pontos do lado direito da cabeça.
À noite, na hora de tomar banho comecei chorar porque tinha que tirar o curativo, eu não queria deixar. Minha mãe nervosa chamou meu pai para tirar. Com toda calma ele tirou o curativo e me deu banho direitinho. Depois desse dia, nunca mais pendurei no portão.

domingo, 6 de setembro de 2009

Tempos difíceis – Por: Kauane S. Cardoso



Em uma de minhas férias eu e meu irmão fomos para a casa de minha tia. De lá fomos à praia, passamos na casa do meu pai e almoçamos na casa do meu padrinho e dormimos na casa da minha tia.
Viajamos para o interior, mas antes passamos no hospital. Lá no interior mora o meu tio, fiquei por lá um mês.
Depois voltei para São Paulo, lembro que seria meu aniversário de quatro anos, um mês antes, a minha mãe havia morrido em um acidente na Imigrantes, hoje faz seis anos que perdi minha mãe.
Lembro também que um dia fiz meus pais brigarem.
Ano retrasado, minha vó resolveu fazer um quarto para o José e para mim, para o meu pai e a esposa dele.
O quarto estava quase pronto, só faltava colocar o piso e pintar as quatro paredes. Comprar a cama, guarda-roupa, televisão.
Meu pai teve que comprar outro guarda roupa, foi um prejuízo maior ainda quando eu derrubei a TV no chão.
Apanhei de cinto de coro e bati a testa no chão.
Hoje tenho a marca na testa. Também caí da guia da minha casa e da escada que tem no meu quintal, dessa vez bati a boca no chão, sangrou muito.

Amizade através de brincadeira - Por: Tainá A. Ferreira


Na minha infância eu gostava de brincar mais de casinha do que de amarelinha. A minha preferência pela casinha era simplesmente porque todas as meninas gostavam mais de boneca, e assim eu pegava mais amizade.

Eu e minhas amigas que conquistei brincando de casinha acreditávamos muito que no dia da quaresma, fazia mal pular amarelinha à noite, se pulássemos amarelinha a mula sem cabeça iria aparecer, acreditávamos muito em folclore.

Eu tinha cinco anos de idade, eu pegava amizade em brincadeiras quando eu saía com a minha mãe para casa da minha tia. Minhas tias levavam minhas primas para me conhecer, porque eu era muito pequena.

Teve uma tia que quando me viu, falou que eu era muito feia, minha mãe começou a chorar e brigou com a minha tia, que ficou com muita raiva.

Eu e minha priminha só voltamos a nos ver quando fizemos seis anos de idade. Na minha infância, conquistei muitas amigas, por isso sou tão feliz assim.

Minhas amigas me compreendiam muito quando eu era pequena, adorava brincar de casinha, porque parecia brincar de amizade porque todos eram amigos.