terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sem par de quadrilhas – Por: Ingrid

Quando eu tinha sete anos, participei da quadrilha da minha escola, foram muitos ensaios todos os dias.
No dia da festa junina eu estava toda arrumada e à procura do meu par para dançar. Antes de começar a quadrilha, avisei ao meu professor que o meu par não havia chegado, ele pediu que eu procurasse direito, e assim eu fiz.
Procurei pela escola toda e nada do meu par. Avisei ao professor da ausência do menino, que me avisou que sem par eu não dançaria.
Foi quando vi um menino sem par, com roupas de quadrilha. Fui conversar com ele, que para minha sorte estava esperando sua dama que não havia aparecido ainda.
Avisei ao professor que dançaria com o novo menino. Minha mãe tirou várias fotos engraçadas. No fim foi tudo legal, me diverti muito naquela festa.

O Bolo – Por: Camila da S. Lourenço

Quando completei seis anos, estava na casa da minha vó, minha mãe e minhas tias estavam preparando uma festa para mim. Meus parentes estavam todos lá, então fui trocar de roupa e me arrumar.
Enquanto isso, minha tia Sônia chegou de carro com um bolo, minha mãe me chamou e falou que minha tia havia chegado.
Fui até ela, e quando a olhei, havia colocado um bolo na mesa, depressa dei um beijo no rosto dela, muito feliz.
Adorei a surpresa, era um bolo de três andares muito lindo. Passaram dez minutos e cantaram parabéns para mim. Nunca esquecerei aquele dia.

Companhia – Por: Mirelle L. Pereira

Tem vez que ter companhia é bom, tem vez que não é. Há um tempinho atrás, em 2006, eu estava na quarta série e estudava pela manhã, na escola Florestan Fernandes. O meu tio Diego que estudava á noite, sempre me ajudou nos momentos que precisei. À tarde eu, ele e meus irmãos assistíamos filmes, saíamos para passear e dávamos boas risadas. Lembro de um dia que ele pegou um potinho de dipirona seco, colocou sal e vinagre e disse que era outra coisa, tínhamos que tomar, quem agüentasse o gosto amargo ganhava.
Só que agora meu tio está tão estranho, nunca o vi daquele jeito. Ele diz que é por causa do trabalho e da faculdade. Eu sei que ele está sofrendo agora para realizar o sonho que tem. Ele era o único que me ajudava, muitas vezes falava coisas que me faziam pensar, sempre me dava conselhos, falava sobre os amigos, de pessoas especiais, principalmente sobre a Jaque Flores. Isso era companhia... Eu podia chegar chorando na casa dele que logo me acalmava. Por isso, peço a ele, que se eu o tiver magoado com palavras, espero que me desculpe.
Às vezes penso tanto nesses bons tempos, não consigo esquecer e começo a chorar.

Primeira Parte: Relembrando a minha infância

Meu Cãozinho Bimbo – Por: Dayana R. Camara

Quando eu tinha seis anos, minha mãe adotou um cachorro chamado Bimbo, era muito danado, ficava correndo pela casa toda. Como eu era muito novinha e muito carinhosa com os animais, Bimbo tinha preferência por mim. Dormia ao lado da minha cama, quando eu fuçava doente, ele não saía do meu lado e quando eu saía, ele ficava latindo para ir comigo.

Um dia minha mãe foi dar banho no Bimbo e viu que ele estava com pulgas e carrapatos. Tratou logo de cuidar dele, mas parece que quanto mais tirava os bichinhos, mas apareciam. Com esse impasse, mamãe decidiu dar o Bimbo para uma amiga dela que há muito queria um cachorrinho.

Quando eu e minhas irmãs ficamos sabendo que mamãe havia dado Bimbo, começamos a chorar. Chorei muito. Depois de uma semana nos mudamos daquela casa e nunca mais voltei a ver o Bimbo.

Apresentação – Por: Jaqueline Flores


Memória: sf. 1. Faculdade de reter impressões e conhecimentos adquiridos, e de recuperá-los pela ação da vontade. 2. Lembrança, recordação. Memórias: sf. pl. Escrito em que se narram fatos que o autor viveu, a que assistiu ou de que participou.
Inicio apresentando o livro com o conceito de memória encontrado no dicionário Ediouro de Sérgio Ximenes. Para deixar claro que todos somos produtores de memórias, basta termos vontade de recuperar fatos. Ao trabalhar o Livro de memórias do Manoel de Barros[i], nasceu em mim a vontade de conhecer e compartilhar as memórias dos alunos, que até o momento eram apenas leitores.
Teria sido extremamente entediante para eles apenas conhecer o conceito de memória, ler o livro e nunca mais falar no assunto. Fui além, não só mostrei o conceito, mostrei-lhes memórias de um autor, de outros autores, discutimos a infância de Manoel, pedi que investigassem a infância dos seus pais, a infância deles. Partindo dos frutos dessa colheita iniciamos a nossa produção.
Foram muitas etapas até chegarmos ao produto final, conturbadas, difíceis, mas não foi impossível. Turma falante, esperta, curiosa, inteligente. Aos poucos consegui com que fossem despertando interesse pela escrita. Dos textos colhidos aqui, me emocionei e aprendi muito. Vale à pena ler cada memória registrada aqui, prepare lápis e papel, acredito que depois da leitura você também vai querer registrar, inventar e colher as suas memórias.


[i] BARROS, Manoel de. Memórias Inventadas: as infâncias de Manoel de Barros / iluminuras de Martha Barros. – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.